Lendo, escrevendo e reescrevendo o mundo
Em seu livro A importância do ato de Ler, Paulo Freire sabiamente filosofou que “a leitura da palavra não é apenas precedida pela leitura do mundo mas por uma certa forma de ‘escrevê-lo’ ou de ‘reescrevê-lo’ (...)”.
Inevitavelmente nascemos leitores. Dentro de casa, fora de casa, no ambiente de trabalho, no shopping, na praia, na terra ou no mar, estamos a toda a hora praticando leituras. A leitura na televisão, nos relatórios, correspondências oficiais, nas fachadas e anúncios de lojas e cinemas, nos cartazes das barraquinhas à beira mar. A leitura do mundo sob o olhar de Paulo Freire, este notável educador pernambucano que ensinou 300 adultos a ler e a escrever em 45 dias, faleceu em 1997, mas nos deixou um legado de livros de sua autoria em torno da área de educação. Obras que nunca se esgotam, ao contrário, adquirem vitalidade a cada dia que se passa.
Retomo à prática da leitura e a questão que emerge é esta: por que e para que ler? Ler é tão essencial em nossas vidas que nascemos lendo. Lemos as palavras que vivem a se esconder nos vários cantos do mundo. O sol que nasce e se põe, os rebentos das ondas do mar, o trânsito dos carros nas vias urbanas, a peregrinação relutante dos búfalos em terras africanas, as cigarras brincando de fazer orquestras que explodem em nossos ouvidos, o brilho das luzes e as canções do Natal. Uma final entre duas equipes de futebol em copa do mundo. Tudo isso compreende ato de leitura. Então, eis a resposta à pergunta inicial deste parágrafo: lemos porque nascemos lendo e sentimos necessidade de fazê-lo, lemos com a finalidade de satisfazer nossas ansiedades em descobrir o que ainda não foi descoberto e para recriar e rever o que já existe. Lemos porque ler faz bem.
Um hora e outra, ouvimos alguém advertir que as crianças leem pouco. Esta declaração encerra uma meia-verdade. O que acontece é que elas leem muito mais aquilo que está registrado fora do papel, das páginas de um livro, revista ou jornal. Fazem leitura diariamente na televisão, por exemplo, quando assistem a desenhos animados, filmes, programas de auditório. Seria de elevada importância se estes pequenos telespectadores escrevessem as imagens televisivas no caderno, cada uma delas redigindo a seu jeitinho peculiar sem a interveniência do adulto e, depois, comparassem seus textos com os textos de outras crianças.
É preciso estimular nossos filhos, sobrinhos, netos, a ler e a escrever. Esta é missão precípua de nós, pais, mães, tios, avós. Ensiná-los a extrair as palavras do mundo. Aconselho que passeiem com a criança até um cenário perto ou longe de sua casa, pode ser um parquinho, um clube, a rodoviária, o jardim botânico, o parque da cidade, o zoológico. Cenário inspirador é que não falta. Deixe ela observar, se deliciar com a paisagem natural, as árvores, as flores, as plantas, os bichos, deixe ela ouvir, ver e sentir. O murmurar das pessoas, o canto dos passarinhos, o contato com a areia, com a toda a natureza.
Faça com que a criança se sinta à vontade e peça a ela para sentar num banco da praça ou debaixo de uma árvore. Então brinque com ela de escrever num papel, em detalhes, as coisas que vocês dois estão vendo e ouvindo naquele instante. Após este exercício de escrevinhar no papel as coisas da natureza, peça à criança para ler para você a historinha dela. Depois será a sua vez de ler o seu texto. Acredite, você estará educando a criança de uma forma magnífica que lhes darão bons frutos a curto prazo. Mais: você e ela estarão lendo o mundo e registrando as palavras-mundo no papel.
Este constitui um trabalho eminentemente educativo e pedagógico, por meio do qual a criança é estimulada a escrever de forma espontânea, natural, isto é, sem aquela imposição da escola tradicionalista que teima em obrigar o aluno a escrever e ler uma redação, o que resulta, na maioria das vezes, numa tarefa mecanizada, robotizada, sem aproveitamento algum da criatividade e conhecimento da criança. Com este trabalho de pôr tudo no papel as coisas vistas, ouvidas e sentidas, não demorará muito para que criança adquira o hábito de ir até a biblioteca ou livraria à procura de algum livro.
Quando pequeno, por volta de meus 8 anos de idade, lia a leitura do mundo. O mundo onde vivi minha infância, expresso em cores vivas nos mares de Mucuripe da cidade cearense de Fortaleza, nas jangadas abarrotadas de peixes, seus jangadeiros, os vendedores de tapioca, de picolé de castanha-de-caju. As nossas brincadeiras de menino, puxar carrinho de rolimã, soltar pipa, fazer barquinhos de papel. As músicas regionais, forró, o baião, as cantorias dos repentistas. A leitura da natureza foi o que mais me contagiou e me inspirou a escrever minhas histórias, algumas até inventadas com personagens fantasiosos.
E a escola, onde fica nesta história? A escola assume um papel fundamental no processo de aquisição do hábito de leitura infantil. Seus professores devem conclamar os pais e responsáveis dos alunos para participarem de reuniões pelo menos uma vez por mês visando a discutirem sugestões, projetos em torno de como estimular a criança a ler e escrever, em frequentar mais vezes a biblioteca (não por imposição do professor, mas por imposição espontânea do próprio aluno que escolherá o livro de sua preferência). Traz-nos despreocupação saber que algumas escolas aos poucos vêm adotando este procedimento juntamente com os pais das crianças.
Se quisermos, cada um de nós pode reunir histórias vivenciadas até agora em nossas vidas, desde a infância aos dias atuais, e registrá-las em forma de páginas como num livro. Seria bem recomendável que crianças, adolescentes, jovens, idosos utilizassem um caderno-diário e nele registrem os fatos ocorridos em seu dia-a-dia. Agindo assim, estaríamos praticando uma tarefa salutar que extrapola o exercício de memorização, na medida em que estaríamos, sem se dar por conta, realizando a leitura do mundo no passado e recriando-a para o mundo presente.
Numa visão freireana, o que a criança prescinde de fato é não apenas receber recomendações para ler este ou aquele livro, mas ser estimulada, desde a sua tenra idade, a ler, escrever e reescrever o mundo no qual ela e todos nós convivemos.
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Bibliografia
FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler (em três artigos que se completam).
Prefácio de Antonio Joaquim Severino. São Paulo: Cortez/ Autores Associados.
(26. ed., 1991). 96 p. (Coleção polêmica do nosso tempo).
Revisão ortográfica, semântica, morfossintática, respeitando o estilo de escrever do autor. Sugestão de reestrutura de frases e/ou períodos no texto, se necessário, para assegurar a coerência e clareza textual. Experiência na revisão de livros, revistas,monografias, sites e demais modalidades de texto. Preço com menor custo-benefício. Contatos: (61) 8278-1180 - (61) 3965-0006 - E-mail: ricardodayan@gmail.com.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Natal no sertão
A chuva descansa nas telhas da casa caída...
- Trais os minino prá dentro, cumadi Enedina!
A turva palavra da Joana, neta da Iêda parida,
É uma voz que vacila, mas que ainda domina.
Rumejam os trovões. É hora da quente bebida.
- Quêde o café? Bota água no fogo, Minina!
E o preto pó a essa gente singela fornece vida.
E do gordo bolo de fubá resta apenas a fatia fina.
A chuva cansa de cair nas telhas da casa caída...
- Eita, fio, vai cumprá dois frango lá na casa da Carmina.
E o rosto da criança sorri e nele floresce uma alegria incontida.
Junta-se à alma do sertão a peregrina alma natalina
Que está a murmurar nos corações dos vários povos detida,
A trazer chuva, café e bolo a essa gente da cumadi Enedina
A chuva descansa nas telhas da casa caída...
- Trais os minino prá dentro, cumadi Enedina!
A turva palavra da Joana, neta da Iêda parida,
É uma voz que vacila, mas que ainda domina.
Rumejam os trovões. É hora da quente bebida.
- Quêde o café? Bota água no fogo, Minina!
E o preto pó a essa gente singela fornece vida.
E do gordo bolo de fubá resta apenas a fatia fina.
A chuva cansa de cair nas telhas da casa caída...
- Eita, fio, vai cumprá dois frango lá na casa da Carmina.
E o rosto da criança sorri e nele floresce uma alegria incontida.
Junta-se à alma do sertão a peregrina alma natalina
Que está a murmurar nos corações dos vários povos detida,
A trazer chuva, café e bolo a essa gente da cumadi Enedina
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
A linguagem na internet (salas de bate-papo)
O artigo de Bruno Rodrigues “666, o número da internet” traz novas interrogações aos leitores a respeito da linguagem usada nas salas de bate-papo da Internet. Primeiramente é preciso deixar bem claro que esse tipo de linguagem não fere, não maltrata, não macula, muito menos destruirá a língua falada e escrita fora da internet. Quem transforma a língua é a sociedade (falantes) e não uma gramática, um dicionário, uma lei, um decreto. A gramática, o dicionário, estão ali parados, como poças d’água, e eis que, como correnteza de rio, lá vem a língua sempre dinâmica e inovadora para passar pelas poças d’água. A língua é viva, no sentido restrito da palavra, pois ela só existe com a existência do homem. E guardemos isto: o homem, sentindo a necessidade natural de se comunicar de uma determinada forma na escrita ou na fala, ainda que seja numa forma inédita, estranha portanto, ele o fará doa a quem doer. Doa à gramática, doa aos dicionários, doa aos professores. Se as pessoas de hoje escrevem, num certo ambiente lingüístico, “kd vc” em vez de “cadê você” é porque elas estão dentro de um contexto social e cultural que lhes permite escrever desse modo. Se um dia escreveremos “kd você? Responder “sim” a essa questão é tão incerto como responder “não”. Mas não esqueçamos que um dia, anos e anos atrás, escrevíamos “Vossa Mercê” e que, com o passar dos anos, combinamos essa expressão para o “Você” (Vo de Vossa e ce de Mercê). Então, lhes pergunto: essa transformação do vossa mercê para o você trouxe prejuízo para a nossa língua? Creio que não.
Então tudo é permitido na língua? Tudo é permitido desde que, primeiro, se considere o ambiente, o local em que se realiza a comunicação e, segundo, que os seus interlocutores (quem escreve, quem lê) consigam entender a mensagem). Um falante que fala ou escreve empregando gírias em sua carta para alguém com quem tenha afinidade, como sua namorada:
Ex.: E aí mina, vamos pegar um som hoje?
Primeira condição: ele tem que ter relação de afinidade com ela (no caso, são namorados).
Segunda condição: ela tem que entender o significado das palavras “mina” e som” dentro da frase-convite. Caso ela não compreenda as duas palavras, haverá prejuízo na comunicação entre o casal.
Numa ida minha a Salvador, Bahia, estava eu passeando numa praça perto do hotel em que me hospedava. Entrei numa banca de revistas e perguntei ao jornaleiro “E aí, tudo em cima? Ele me olhou arqueando as sobrancelhas, ergueu a cabeça pra cima e me respondeu “como assim? Certamente o bom jornaleiro desconhecia o outro significado da expressão-gíria “em cima” empregada naquele contexto lingüístico “tudo em cima?” equivalente a “tudo bem?. Nesse caso, o uso da gíria comprometera a comunicação.
Feitas essas poucas considerações, podemos inferir, grosso modo, que as coisas devem ser ditas e escritas a determinadas pessoas no lugar e no tempo certo. Assim é o emprego da linguagem na Internet, fenômeno que tende a se restringir à própria Internet. Entendo que a língua empregada pelos internautas não teria utilidade prática no campo real. É provável que a síncope ou abreviação de palavras (você > vc; tc > teclar) seja adotada no futuro, em virtude da evolução da própria língua e da constante busca da originalidade no processo de comunicação pela língua escrita.
Na condição de instituição viva, a língua escrita e a falada estão presente no cotidiano de cada um de nós. Pessoas menos preparadas ou saudosistas tendem a interpretar essa nova forma de comunicação nas “salas de bate-papos” como uma espécie de deterioração ou degeneração da língua. Penso que esse raciocínio é falho, pois a língua está em constante movimentação. Não se estagna como uma poça de água. Adquire novos elementos e põe outros em desuso. Esse é um processo natural que faz com que as línguas evoluam e acompanhem as transformações sociais, econômicas e culturais dos povos.
Vejo que a língua escrita e quase falada dos usuários da Internet é mais uma das variantes de uso de nossa língua. Não há dúvidas de que esse segmento poderia influir nas futuras transformações em que a língua portuguesa irá sofrer nos próximos anos. Porém isso não significa deterioração do idioma, mas sim evolução e adaptação aos tempos modernos.
Finalmente, ao retomar as interrogações de Bruno Rodrigues “A língua não retrata o que o povo fala? Ou o que a regra nos impõe?”, afirmo sem titubeios que a língua é o que o povo é.
Então tudo é permitido na língua? Tudo é permitido desde que, primeiro, se considere o ambiente, o local em que se realiza a comunicação e, segundo, que os seus interlocutores (quem escreve, quem lê) consigam entender a mensagem). Um falante que fala ou escreve empregando gírias em sua carta para alguém com quem tenha afinidade, como sua namorada:
Ex.: E aí mina, vamos pegar um som hoje?
Primeira condição: ele tem que ter relação de afinidade com ela (no caso, são namorados).
Segunda condição: ela tem que entender o significado das palavras “mina” e som” dentro da frase-convite. Caso ela não compreenda as duas palavras, haverá prejuízo na comunicação entre o casal.
Numa ida minha a Salvador, Bahia, estava eu passeando numa praça perto do hotel em que me hospedava. Entrei numa banca de revistas e perguntei ao jornaleiro “E aí, tudo em cima? Ele me olhou arqueando as sobrancelhas, ergueu a cabeça pra cima e me respondeu “como assim? Certamente o bom jornaleiro desconhecia o outro significado da expressão-gíria “em cima” empregada naquele contexto lingüístico “tudo em cima?” equivalente a “tudo bem?. Nesse caso, o uso da gíria comprometera a comunicação.
Feitas essas poucas considerações, podemos inferir, grosso modo, que as coisas devem ser ditas e escritas a determinadas pessoas no lugar e no tempo certo. Assim é o emprego da linguagem na Internet, fenômeno que tende a se restringir à própria Internet. Entendo que a língua empregada pelos internautas não teria utilidade prática no campo real. É provável que a síncope ou abreviação de palavras (você > vc; tc > teclar) seja adotada no futuro, em virtude da evolução da própria língua e da constante busca da originalidade no processo de comunicação pela língua escrita.
Na condição de instituição viva, a língua escrita e a falada estão presente no cotidiano de cada um de nós. Pessoas menos preparadas ou saudosistas tendem a interpretar essa nova forma de comunicação nas “salas de bate-papos” como uma espécie de deterioração ou degeneração da língua. Penso que esse raciocínio é falho, pois a língua está em constante movimentação. Não se estagna como uma poça de água. Adquire novos elementos e põe outros em desuso. Esse é um processo natural que faz com que as línguas evoluam e acompanhem as transformações sociais, econômicas e culturais dos povos.
Vejo que a língua escrita e quase falada dos usuários da Internet é mais uma das variantes de uso de nossa língua. Não há dúvidas de que esse segmento poderia influir nas futuras transformações em que a língua portuguesa irá sofrer nos próximos anos. Porém isso não significa deterioração do idioma, mas sim evolução e adaptação aos tempos modernos.
Finalmente, ao retomar as interrogações de Bruno Rodrigues “A língua não retrata o que o povo fala? Ou o que a regra nos impõe?”, afirmo sem titubeios que a língua é o que o povo é.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
PESSOAS E TEMPOS VERBAIS
As pessoais verbais são três para singular: eu, tu, ele. Mais três para o plural: nós, vós, eles.
Claro que a pessoa "ele" pode variar em gênero feminino (ela, elas).
Não se esqueça de que "pretérito" é a mesma coisa de "passado".
Os tempos verbais são três: passado (pretérito), presente e futuro.
1) Ontem, eu estudei, ela brincou, nós cantamos e eles escutaram (passado ou pretérito perfeito).
ou
Ontem, eu estudava, ela brincava, nós cantávamos e eles escutavam (passado pretérito imperfeito)
2) Hoje, eu estudo, ela brinca, nós cantamos e eles escutam (presente).
3) Amanhã, eu estudarei, ela brincará, nós cantaremos e eles escutarão (futuro).
Se você parar para pensar melhor, todos os dias falamos com nossos familiares, colegas, em casa, na escola, em bate-papos na Internet, e usamos, a toda a hora, estas pessoas verbais nestes três tempos. Não há nenhum mistério para o português, para a gramática. Você já nasce falando português e sabendo gramática. Pense nisso!
Claro que a pessoa "ele" pode variar em gênero feminino (ela, elas).
Não se esqueça de que "pretérito" é a mesma coisa de "passado".
Os tempos verbais são três: passado (pretérito), presente e futuro.
1) Ontem, eu estudei, ela brincou, nós cantamos e eles escutaram (passado ou pretérito perfeito).
ou
Ontem, eu estudava, ela brincava, nós cantávamos e eles escutavam (passado pretérito imperfeito)
2) Hoje, eu estudo, ela brinca, nós cantamos e eles escutam (presente).
3) Amanhã, eu estudarei, ela brincará, nós cantaremos e eles escutarão (futuro).
Se você parar para pensar melhor, todos os dias falamos com nossos familiares, colegas, em casa, na escola, em bate-papos na Internet, e usamos, a toda a hora, estas pessoas verbais nestes três tempos. Não há nenhum mistério para o português, para a gramática. Você já nasce falando português e sabendo gramática. Pense nisso!
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
FEIRA DO LIVRO DE BRASÍLIA
Agora é pra valer:
A 28ª Feira do Livro de Brasília acontecerá nos dias 20 a 29 de novembro de 2009, no Pátio Brasil Shoping. O escritor, desenhista e apresentador de TV, Ziraldo, será homenageado.
Os cantores e compositores Chico César e Moraes Moreira estarão presentes para autografar seus livros. Chico César vai lançar (dia 22) o livro Cantates – Elegias de Amorzade, e Moraes Moreira (dia 23), A História dos Novos Baianos e Outros Versos.
Estas informações foram reveladas, em primeiro mão, a Nós – Fora dos Eixos.
Prestigiem a Feira, levem seus filhos, as crianças (em especial), os adolescentes, jovens.
A 28ª Feira do Livro de Brasília acontecerá nos dias 20 a 29 de novembro de 2009, no Pátio Brasil Shoping. O escritor, desenhista e apresentador de TV, Ziraldo, será homenageado.
Os cantores e compositores Chico César e Moraes Moreira estarão presentes para autografar seus livros. Chico César vai lançar (dia 22) o livro Cantates – Elegias de Amorzade, e Moraes Moreira (dia 23), A História dos Novos Baianos e Outros Versos.
Estas informações foram reveladas, em primeiro mão, a Nós – Fora dos Eixos.
Prestigiem a Feira, levem seus filhos, as crianças (em especial), os adolescentes, jovens.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Paulinho da Viola
Hoje, dia 12 de novembro, é o aniversário do cantor e compositor Paulinho da Viola por quem guardo profunda e oceânica admiração.
A tempo, nasce-me agora este poema-homenagem ao artista:
Paulinho da Viola, do Cavaquinho,
Paulinho que adora a Portela
Canta coisas do Rio, do Samba de Vela
Do Rio que passou em nossas vidas
Paulinho da Viola, do Cavaquinho
Paulinho que adora a Portela
Paulinho, Cartola te manda abraço
Sinhô diz que tem um pedaço
Da tua mania de fazer versos pra ela
Pra ela que é tua a sina – a Portela
Paulinho da Viola, do Cavaquinho
Paulinho que adora a Portela
Natal lá de cima batuca palmas
Cantando cousas repentistas
E ao lado d’outras almas sambistas
Manda que o hoje é a Viola do Paulinho
Paulinho da Viola, do Cavaquinho
Paulinho que adora a Portela
A tempo, nasce-me agora este poema-homenagem ao artista:
Paulinho da Viola, do Cavaquinho,
Paulinho que adora a Portela
Canta coisas do Rio, do Samba de Vela
Do Rio que passou em nossas vidas
Paulinho da Viola, do Cavaquinho
Paulinho que adora a Portela
Paulinho, Cartola te manda abraço
Sinhô diz que tem um pedaço
Da tua mania de fazer versos pra ela
Pra ela que é tua a sina – a Portela
Paulinho da Viola, do Cavaquinho
Paulinho que adora a Portela
Natal lá de cima batuca palmas
Cantando cousas repentistas
E ao lado d’outras almas sambistas
Manda que o hoje é a Viola do Paulinho
Paulinho da Viola, do Cavaquinho
Paulinho que adora a Portela
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
O dialeto é nosso!
Certa vez, um editor português pediu a Raquel de Queiroz autorização para praticar alterações em seus livros a fim de aproximar-lhes o estilo ao do português de Portugal. Então a escritora cearense saiu-se com esta: “Acontece, entretanto, meu caro amigo, que esse caçanje, que esses pronomes mal postos, que essa língua que lhes revolta o ouvido, é a nossa língua, e o nosso modo normal de expressão, e - ouso dizer - a nossa língua literária e artística. Já não temos outra e, voltar ao modelo inflexível da fala de Portugal, seria para nós, a essa altura, uma contrafação impossível e ridícula”.
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